Sobre

Lucas Bertol

Autor

Eu, Lucas, sempre fui um aficionado pelas mais diversas artes. Desde criança, aos 4, 6 anos, cantava músicas todos os dias, o dia inteiro. Com o passar dos anos meus ouvidos e minha voz se acalmaram, e me foquei na beleza do olhar: desenhos e pinturas, aos meus 8 e 10, foram minha maior forma de refúgio.

Então o tempo passa e os olhos se voltam a algo mais subliminar: as palavras. Por mais claros que gritos e sussurros pudessem ser, elas diziam algo a mais. E foi nisso que a criança do Lucas de 10, 12 anos se voltou às palavras — histórias subliminares ou não. Elas sempre estiveram com ele e seu abraço mensal; o jovem só não tinha percebido.

Bem, meu primeiro livro de significância não foi um livro de histórias. Seria mais uma… enciclopédia: O Livro Perigoso para Garotos, de Conn e Hal Iggulden, dado a mim pelo meu nôno. Esse livro dizia um pouco sobre todas as demais perguntas que vinham a mim na época, e mais um pouco até. Passei anos degustando tal requinte, dos 6 aos 12; toda pergunta que eu tinha, a primeira pesquisa seria no livro, não na internet, como se pensaria na época.

Primeira música? Minha família já foi muito religiosa; hoje é diferente, não por religião, mas por amor ao Criador (tivemos que passar por tempos difíceis para aprender isto); então a primeira música significativa foi um louvor: “Espada e Escudo”, do Davi Sacer. Admito que, por mais difícil que tenha sido aquela época, tenho saudades.

Primeira pintura? Eu não me recordaria dos nomes de todas, mas muitas de Van Gogh, como A Noite Estrelada. E Picas… ah, Picasso. Esse era a inspiração do meu olhar: a dor… com felicidade… genuína? Bem, eu sei que talvez não seja isso o dito popular, mas é o que sinto em Picasso: aceitação.

Com o tempo comecei a ler mais histórias. Comecei por O Diário de um Banana — acho que é desnecessário apresentações, certo? Depois disso, o terceiro livro de importância dado a mim foi Por Trás das Cortinas, do autor brasileiro Antônio Schimeneck, aqui do Sul. Ele assinou o livro para mim, assim como para muitos outros na escola, mas… eu não sei, me senti especial. Eu já tinha devorado o livro dias antes. Digo que não lembro muito do que se trata, e tenho medo de ler e estragar a experiência.

Outras histórias? Como, filmes? Ah, esses tiveram vários: O Estranho Mundo de Jack, de Tim Burton; Viagem ao Centro da Terra, de Eric Brevig, inspirado no livro de mesmo nome de Júlio Verne. Quando vi essas obras, lá atrás, há muitos anos, me vi inspirado a fazer o mesmo. Só não tinha percebido que meu sonho sempre foi e será contar, independente do como.

Já passei pela música, mais de uma vez pelos desenhos e pinturas, pelas histórias em uma forma única. Agora procuro algo que faça tudo, como já dito, de forma homogênea. E para isso, preciso aprender.

Ser 1 em 1 milhão? Depende.